BOLETIM DCE Nº3

Quanto você gasta por mês com seus estudos?
Quanto você gasta com xerox, comida, transporte, moradia, material, livros e etc.? O que a PUCC faz para diminuir esses gastos? Você sabe o que é assistência estudantil?

Assistência estudantil é o nome que é dado a um conjunto de políticas de uma universidade que visa ajudar na manutenção do estudante diminuindo os possíveis ônus da vida universitária, seja com bolsas, moradia, restaurantes universitários, maior cota de impressão, baixos custos de xerox e etc. Concretamente, a assistência estudantil devidamente implantada vai na contramão de uma visão mercadológica de universidade, já que baseia-se na concepção de uma produção de conhecimento visando a emancipação humana e, portanto, não restrita a uma elite econômica.

Mas em nossa querida PUC a situação é um pouco diferente. Ela deixa claro quem é bem-vindo em seus espaços, não apenas pelos atores que figuram em suas propagandas (que fazem nossos Campi parecerem clubes), mas também por praticamente extinguir as bolsas-doação, transformar o espaço das cantinas em shoppings e a subir cada vez mais a mensalidade. Ou seja, o estudante é visto como um consumidor a gerar lucro para a universidade. Por conta disso os índices de evasão e inadimplência só aumentam.

Dentre as políticas de assistência estudantil, aquela que mais é debatida entre os estudantes da PUC é alimentação, que levantam a bandeira por um Restaurante Universitário que não seja fonte de lucro, não seja terceirizado, com nutricionistas responsáveis pela formulação de cardápio, opções vegetarianas. O Restaurante deve ainda ser subsidiado, ter bolsa-alimentação para os estudantes carentes, publicizar seus balancetes e que nós estudantes tenhamos voz em sua administração.

Sabemos que em outras universidades, inclusive em outras PUCs, existem Restaurantes Universitários. E assim como estes foram conquistados, apenas com a organização e luta dos estudantes é que conquistaremos os Restaurantes e uma política sólida de assistência estudantil, não alimentando ilusões sobre o caminho burocrático ou na “boa vontade” das autoridades da PUCC.

Outra alimentação é possível! Por uma política efetiva de assistência estudantil! Que a nossa alimentação não seja fonte de lucro! Que esta mudança não reflita em aumento das mensalidades! Já bastam os milhares de reais que deixamos na universidade com nossa mensalidade!

CCHSA em Luta!

Desde o semestre passado a reitoria anunciou a integração de dois centros (Centro de Ciências Humanas e Centro de Ciências Sociais Aplicadas), não apenas na nomenclatura, a própria estrutura física seria unificada. A direção do centro prometeu uma estrutura adequada. Confiantes, os alunos acataram. Iniciam-se as aulas e os estudantes vêem-se num verdadeiro buraco.  Salas de aula pequenas, uma cantina com apenas um restaurante que cobra preços exorbitantes, Xerox que não dá conta da demanda e a falta de transporte interno obriga os estudantes, funcionários e professores a percorrerem uma enorme distância até o ponto de ônibus. Some-se a isso a completa falta de democracia dentro da Universidade aliada a uma burocracia grotesca o resultado não poderia ser outro: indignação.

Diante dessa indignação os centros acadêmicos juntamente com o DCE, optaram por fazer uma assembléia entre os estudantes, que por consenso resolveram sair  de suas salas de aula para reivindicar melhores estruturas no centro. O ESTUDANTE RESOLVEU  FALAR!

Sabemos que a indignação com a falta de estrutura, falta de democracia na universidade e a falta de assistência estudantil, como por exemplo, um restaurante universitário não existe somente no CCHSA, por isso viemos convidar  você estudante a se manifestar também, convidamos você a participar das assembléias em seus centros e cursos para que juntos e democraticamente possamos unificar a nossa luta, por melhores condições na nossa universidade!
Democracia na PUC? já se ouviu falar, mas hoje em dia…
É preciso resgatar o debate de democracia dentro da PUCC, lembramos que neste ano serão trocados todos os diretores de Faculdade, Centro e a Reitoria, esses são indicados pelo arcebispo de Campinas D. Bruno Gamberini.

Não podemos mais deixar que depois de mais de 20 anos após a ditadura a nossa universidade ainda use de métodos ditatoriais.

Quando falamos em democracia universitária colocamos em pauta, que tipo de universidade queremos: uma em que tudo é imposto aos estudantes ou uma  onde a comunidade acadêmica participe ativamente das decisões e de sua construção?

Este ano um episódio expôs a total falta de diálogo que a universidade tem com a comunidade interna, foram transferidos os cursos do extinto CCH para um espaço que não oferecia estrutura suficiente, nem para os estudantes que já estavam lá, talvez isso tivesse sido evitado se no mínimo a direção discutisse a mudança com os estudantes e professores.

As principais decisões na PUC são tomadas nos Conselhos de Faculdade, de Centro e Universitário, porém a participação dos estudantes nesses espaços é meramente institucional, somente existe por uma exigência do MEC.

Em todos os conselhos a direção/reitoria tem mais força deliberativa que todos os demais conselheiros juntos, em outras palavras não adianta se os representantes discentes discordam dos indicados pela mantenedora. A mantenedora dá ordens – não antes de as receberem do alto clero (arquidiocese e arcebispo), impõem que a alimentação vai ser a preços altos, que todo ano a mensalidade vai subir a mais de 10% em vários cursos, que o doutorado só irá existir em um curso e que haverão pouquíssimas iniciações científicas, pois é o mínimo necessário para que o MEC não tire o título de universidade da PUCC. Por fim, é o autoritarismo da mantenedora e da arquidiocese que transforma a universidade – que por décadas dialogou com estudantes, professores e funcionários – em uma máquina de fazer dinheiro em detrimento do ensino. Cabe a nós evitar isso, exigindo o direito de votar em nossos diretores e reitor e exigindo mais espaço nos conselhos.

Que os estudantes, funcionários e professores possam votar paras as direções!

Porque Opressão?

Hoje em dia, muito tem se discutido sobre opressão, mas afinal de contas o que é opressão? E qual é a importância de debatermos e combatermos isso? O que os estudantes da PUCC têm a ver com isso?

Segundo a definição do dicionário opressão significa: o ato de oprimir, efeito de tirania, julgo, sentir-se oprimido, ou mesmo o efeito negativo experimentado por pessoas que são alvo do exercício cruel do poder numa sociedade ou grupo social. Atualmente ao falar de opressões nos remetemos automaticamente às opressões sexista, raciais (étinicas) e de orientação sexual (comumente machismo racismo e homofobia).

Dentro da nossa universidade as mulheres e os homossexuais, além dos negros, sofrem de forma escancarada  opressão. Esta muitas vezes passa desapercebida, justamente por vivermos em uma sociedade na qual o machismo e a homofobia estão profundamente enraizados. Por exemplo, hoje na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, diversas atléticas têm hinos que colocam a mulher na condição de objeto; cartazes de festas são divulgados com sombras de mulheres de fundo, demonstrando que a mulher “gostosa” ao fundo é a atração para a festa; etc…

Mas o que é ser mulher realmente? Um objeto atrativo, ou um ser que pensa e que tem capacidade de ser mais que um convite, ou objeto de prazer? Tais práticas caminham junto e dão sustentação a negação social da mulher enquanto sujeito social e político, um ser humano de segunda categoria, com salários menores, sem direito de decisão sobre sua sexualidade e seu corpo.

Além disso sabemos muito bem da condição que sofrem os homossexuais dentro da universidade, sendo fortemente oprimidos, simplesmente por não se enquadrarem no padrão de relacionamento da sociedade, a heteronormatividade. Temos colegas que são chamados de bichinhas, além de casos absurdos que inventam de homossexuais públicos.

Não podemos esquecer que dentro da nossa universidade, centenas de meninas engravidam, e por conta disso tem que largar o curso, primeiro por que muitas não possuem condição financeira, ou se possuem não tem como deixar a criança sozinha em casa, isso porque na nossa universidade, as estudantes não têm direito a creche.  DEFENDEMOS O DIREITO DE SER MÃE!

A opressão é um fator muito forte dentro da nossa universidade, E NÃO PODEMOS MAIS DEIXAR QUE SEJA ASSIM! É fundamental que os estudantes da PUCC assumam, juntamente com o DCE, a luta dentro e fora da PUCC contra às opressões, participando e promovendo atividades e fazendo denuncia das opressões que presenciamos.
Para debater essas e outras questões , e principalmente para dar respostas a esses problemas, convidamos você, para participar do coletivo de mulheres da Pucc, que está sendo formado!

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