Moção de apoio


De: Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre  (ANEL)

Estudantes da PUC-Campinpuccampas iniciaram na última quarta-feira (02/09) uma paralisação dos cursos do Centro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CCHSA).

Os estudantes desses cursos foram transferidos de prédio e não demorou muito para que começassem a sofrer dificuldades devido a falta de infra-estrutura do novo prédio: falta de um restaurante universitário e até falta a falta de transporte interno.

No último dia 04/09 (quinta-feira) os estudantes fizeram uma nova assembleia onde deliberaram a continuidade da paralisação. A paralisação já dura quatro dias e o movimento está bastante representativo: 80% dos estudantes aderiram à paralisação e as assembleias contam com cerca de 100 estudantes de 7 dos 8 cursos do CCHSA.

A ANEL se solidariza com a luta dos estudantes da PUC-Campinas e chama todas as entidades do movimento estudantil, sindical e popular a prestarem a sua solidariedade à luta dos companheiros e companheiras contra a mercantilização do ensino, enviando moções de apoio ao e-mail lipe.histpucc@gmail.com, com cópia para anelivre@hotmail.com.

Veja abaixo a carta de reivindicações dos estudantes.

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Paralisação dos cursos do CCHSA do Campus I

Como deve ser de conhecimento da maioria, do fim do semestre passado para esse, os estudantes dos cursos de História, Filosofia, Ciências Sociais e Teologia começaram a ter aulas nas salas de aula do prédio próximo a Faefi e não mais no H11. Neste novo prédio já haviam alguns cursos: Serviço Social, Pedagogia, Educação física e Biblioteconomia/Ciência da Informação.

Tanto os discentes que já tinham aula nesse prédio, quanto os discentes que começaram este semestre, fazem várias críticas à falta de estrutura que se apresenta, desde o tamanho da sala de aula, até a falta de transporte interno. É importante dizer que vários desses problemas tiveram uma promessa de resolução da reitoria antes no início das aulas. Para variar, essa promessa não foi cumprida.

Buscando organizar alguma resposta dos estudantes frente a tudo isso, nós do DCE e as entidades representativas dos cursos que estão nesse novo prédio organizamos uma assembléia geral na quarta-feira. Nesta, foi deliberado a construção imediata de um boicote à praça de alimentação além de um ato para a própria quarta e um outro ato no dia seguinte, além de uma carta de reivindicações a ser escrita e entregue para o diretor de centro ou pró-reitor de graduação que estariam presentes na quinta-feira em um evento no auditório da PUC.

As reivindicações presentes na carta são:

  1. Contra a mercantilização do ensino.
  2. Pela construção de um Restaurante Universitário.
  3. Pela imediata instauração de um transporte interno no Campus I, assim como transporte Inter-campus.
  4. Por mais democracia na universidade: reitor, diretores de centro e diretores de faculdade eleitos por votação paritária entre alunos, professores e funcionários; Respeito à autonomia das entidades estudantis e de seus espaços.
  5. Mais e melhores assistências estudantis: que a PUCC aumente a quantidade de cotas de impressão de seus estudantes e utilize o sistema de FTP para facilitar o acesso a textos de aulas. Entendendo isso, inclusive, como uma questão de assistência estudantil de forma a diminuir a necessidade de dinheiro gasto com Xerox pelos seus estudantes.

No ato de quinta feira, passamos por diversos prédios da PUC buscando explicar e explicitar nossas reivindicações aos demais estudantes. O ato finalizou em frente a reitoria com a instauração de uma assembléia que decidiu democraticamente pela continuidade do boicote à cantina, a paralisação das aulas dos cursos do CCHSA que tem aula no campus I e a contrução de um grande ato terça-feira!

Durante o ato, muitos estudantes demonstraram acordo com as reivindicações, e não somente no ato, mas em quase todos espaços de discussão dos estudantes da PUC-Campinas várias destas críticas aparecem.

Precisamos sermos fortes ao dizer nossas reivindicações, porém, não adianta apenas explicitar nossas críticas, precisamos construir um movimento organizado, combativo e conseqüente para exigir da PUC nossas bandeiras, que, precisamos dizer, NADA TEM DE ABUSIVAS OU FORA DA REALIDADE, pelo contrário, são propostas que já foram realidade na PUCC em outros tempos, ou então que são realidade em outras PUC’s pelo Brasil.

Para construir esse movimento chamamos todos os estudantes a se unir a essa luta, reivindicar, realizar essa discussão nos espaços estudantis, estar presente no prédio CCHSA para somar à paralisação dos estudantes e somar-se tambem no grande ato de terça-feira!

“A nossa luta é todo dia,educação não é mercadoria!”

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