Um pouco de “Os malvados”

Tirinha universidade

Esclarecimentos – DCE PUCC não apoia a ANEL

Caros alunos, viemos por meio dessa carta esclarecer alguns fatos a respeito da criação de uma nova entidade.

Ao contrário do que foi dito pela estudante Camila Lisboa, Militante do PSTU, à mídia, mais especificamente ao jornal Estado de São Paulo, o DCE PUCCAMP não apoiou a criação da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre).

O DCE da Pucc participou enquanto convidado do Congresso Nacional dos Estudantes (CNE – Congresso nacional de estudantes. Evento em que se tirou a construção da ANEL) em um painel sobre universidades pagas, aonde levantou questões sobre a nossa universidade e os problemas que temos em comum nas universidades pagas do Brasil. E essa foi a participação do DCE no congresso.

O que se passou foi o seguinte, durante o CNE, alguns alunos eleitos delegados da Pucc participaram como representantes dos seus cursos, por coincidência esses alunos fazem parte do DCE da nossa universidade. Mesmo desta forma, os alunos da PUC- Campinas, votaram contra a criação dessa nova entidade, entendendo que essa foi uma atitude precipitada, pois essa entidade seria hegemonizada por um partido, sem representar a nossa voz, a voz do estudante da Puccamp . Além disso, o congresso inteiro teve seus Gd’s (grupos de discussão) direcionados a criação da nova entidade, e pouco se conseguiu aprofundar nas discussões programáticas.

Durante a realização da plenária final, antes de se votar o programa político da nova entidade e o que ela iria defender, se votou a criação ou a não criação da ANEL, ou seja, criou-se uma entidade sem ter claro um “por que” ou um “para que”.

Dessa forma e por esses motivos, nós do DCE da Puccamp, reafirmamos publicamente, que não fomos e não somos a favor da criação da ANEL, por não acreditar que esse espaço irá representar os estudante.

Atenciosamente: DCE- Gestão 2009- Contra a Corrente.

Um pouco de Mafalda

Mafalda e o Mundo

Esclarecimentos sobre a eleição do DCE-2008

Documento de esclarecimento sobre a eleição para DCE realizada em dezembro de 2008, produzido pelo coletivo Nadando Contra a Corrente.

Nota do Coletivo Nadando Contra a Corrente sobre as Eleições do DCE da PUC-Campinas

Tendo em vista todo o recente processo de críticas ao processo eleitoral, o coletivo “Nadando Contra a Corrente” vem se posicionar sobre o processo eleitoral para o DCE da PUC-Campinas com a finalidade de esclarecer o que está acontecendo atualmente. A finalidade da nota é explicitar com fatos todo o processo atual e explicar porque ele é legítimo.

No Dia 31 de outubro, no espaço do Centro Acadêmico de Ciências Sociais realizou-se uma reunião do DCE em que a pauta principal foi sobre a eleição do DCE. Nesta reunião, apesar de todos os pesares, foi decidido consensualmente em realizar o processo ainda no ano de 2008, sendo debatido inclusive sugestões de datas para serem levadas ao CEB, e que, neste, foram homologadas. Nesta reunião foi comentado também que um dos pontos positivos de se fazer a eleição esse ano seria pelo fato de dispormos de pessoas com experiência do M.E. da PUCC que se propuseram a ser da comissão eleitoral: Rodrigo Isais Vaz, Bruno Cavasana, Fabiana Cunha e José Renato Peneluppi.

A convocação das eleições para a gestão 2008/2009 do DCE da PUC-Campinas foi um encaminhamento dado pelo Conselho de Entidades de Base (CEB) da PUC-Campinas realizado em 08 de novembro de 2008 envolvendo diversos setores do movimento estudantil da PUC. Após a realização do CEB, todos os grupos reconheceram a necessidade de realizar eleições ainda esse ano e mobilizaram-se para organizar chapas para o processo eleitoral.

Findado o processo de inscrição de chapas, foi inscrita apenas uma chapa para as eleições. Até este momento, todos os setores reconheciam a legitimidade e a necessidade do processo eleitoral acontecer ainda este ano. No entanto, após o término das inscrições de chapas, estudantes ligados, direta ou indiretamente, ao coletivo “Filhos da PUC” – que aglutina ou aglutinou militantes do PT, do PPS, do PCdoB, do PSB e outros estudantes sem filiação partidária – que, por suas próprias especificidades, foi incapaz de aglutinar o número necessário de estudantes para inscrever uma chapa iniciou um processo de desqualificação do processo eleitoral argumentando que o mesmo não era legítimo.

Com isso posto, devemos considerar os seguintes fatos:

  1. O CEB realizado em 08 de novembro foi convocado seguindo todos os trâmites necessários para a realização de um CEB. Sua convocação não foi apenas virtual, mas buscou-se dialogar com o maior número possível de entidades convocando para a reunião. Isto pode ser facilmente comprovado consultando a convocatória do CEB que contém a assinatura de 14 entidades da PUC-Campinas. São elas: DASP – Medicina, CA Psico, DA Enfermagem, CA TO, CA Fisioterapia, CA Fonoaudiologia, CA Serviço Social, CA Ciências Sociais, DA CEA, DASM – Engenharia Elétrica, CA Geografia, CA Direito, CA Computação, CA História. Este documento está em posse do Coordenador de Relações Internas da atual gestão do DCE, o acadêmico Daniel Luca Dassan da Silva.
  2. Tendo em vista que o CEB foi convocado por um número de entidades maior do que o necessário e em diálogo claro com as entidades (não se restringindo a uma convocação por email), ele foi realizado no dia 08 de novembro de 2008 com a presença de 8 entidades (CA psicologia, CA enfermagem, CA medicina, CA fisioterapia, CA ciências sociais, CA serviço social, CA geografia, DA do Centro de Economia e Administração) e aprovou um regimento eleitoral, um calendário eleitoral e uma comissão eleitoral.
  3. Cabe frisar que este processo que tem sua legitimidade questionada contou com uma convocatória mais ampla e com uma reunião mais ampla do que as que aconteceram no ano de 2007, quando o número de entidades que participaram do CEB que convocou as eleições para a gestão 2007/2008 foi menor que o último CEB. Curiosamente, os estudantes que participaram das eleições de 2007 – convocada por um número menor de entidades que a atual – são os mesmos que questionam a legitimidade das eleições de 2008. É especialmente importante destacar que o CEB realizado em 2007 terminou com apenas quatro entidades (CA de psicologia, CA de Serviço Social, CA de Ciências Humanas e DA do Centro de Economia e Administração) definindo o regimento eleitoral devido ao prolongamento da reunião que acabou se esvaziando.

Desta forma cabe perguntar: O QUE REALMENTE ESTÁ POR TRÁS DOS QUESTIONAMENTOS SOBRE A LEGITIMIDADE DO PROCESSO ELEITORAL ATUAL? Considerando que o atual CEB foi devidamente convocado seguindo todos os trâmites usuais do movimento estudantil da PUC-Campinas; que TODOS os coletivos do movimento estudantil da PUC reconheceram a legitimidade do processo até o dia de encerramento das inscrições da chapa a única conclusão possível é que o conjunto de questionamentos e desqualificações realizado atualmente é proveniente de uma única razão: existe uma clara tentativa organizada de destruir as eleições de 2008 por um setor do movimento estudantil que foi incapaz de se organizar para participar do processo com uma chapa inscrita. Colocando os seus interesses particulares acima do movimento estudantil da PUC e tentando adaptar as regras do jogo de acordo com as suas próprias conveniências, este grupo está tentando minar um processo eleitoral que foi legitimamente construído pelos setores ativos do movimento estudantil da PUC que estão se organizando desde o início deste ano para participar das eleições para o DCE.

Neste caso, os conceitos de democracia, legitimidade e participação são definidos seguindo o ditame: “se o meu grupo participa e pode ganhar, o processo é democrático e legítimo; se o meu grupo não participa e pode ser derrotado, então o processo é autoritário, demagógico e ilegítimo”. Somos totalmente contra esta lógica no movimento estudantil e isto se reflete em nossa participação no processo eleitoral no ano passado. Mesmo reconhecendo que seríamos derrotados EM NENHUM MOMENTO questionamos a legitimidade do processo eleitoral. Infelizmente, o grupo atual que questiona as eleições deste ano não tem maturidade política o suficiente para reconhecer quando há uma possível derrota no horizonte. Entendemos que não é casual o fato de que os questionamentos atuais só estão surgindo nas vésperas das eleições, quando foi confirmada a inscrição de apenas uma chapa.

Ainda sobre as eleições cabe apresentar alguns esclarecimentos sobre a inscrição da chapa:

  1. A chapa “Nadando Contra a Corrente” foi inscrita no dia 24 de novembro de 2008 apresentando 16 membros (sendo que o número mínimo é 15 estudantes) que apresentaram todos os documentos exigidos pelo Regimento Eleitoral, a saber: “requerimento, constando nele o nome completo (sem abreviação) dos membros, registro acadêmico, assinatura e comprovante de matrícula de todos os integrantes que ateste estarem regularmente matriculados em 2008; cópia da carteirinha estudantil, ficha de inscrição, disponibilizada pela Comissão Eleitoral devidamente preenchida; e a denominação da chapa”.
  2. O que houve foi uma confusão criada pela própria Comissão Eleitoral que exigiu a apresentação do RG pelos membros da Chapa “Nadando Contra a Corrente”, quando o regimento eleitoral (que, neste caso, é idêntico ao regimento eleitoral das eleições de 2007) não exigia este documento. Mesmo assim, apenas um membro da chapa não apresentou este documento e, com isso, alguns estudantes questionaram sobre a legitimidade da inscrição da chapa. No entanto, como o que vale é a decisão do CEB, a Comissão Eleitoral aprovou a inscrição da chapa “Nadando Contra a Corrente”.
  3. As provas destes fatos são os recibos de inscrição da chapa e a ata da reunião da Comissão Eleitoral de 01 de dezembro de 2008 que indeferiu consensualmente o recurso apresentado por alguns CAs do Campus I.

Desta forma, a chapa “Nadando Contra a Corrente” está devidamente inscrita e está participando de um processo eleitoral legítimo. Ainda que reconheçamos que existam diversos limites neste processo e que as condições do movimento estudantil da PUC-Campinas estão longe de serem as melhores possíveis, só temos a lamentar a existência de tentativas de golpe e boicote. Com isso, quem perde são os próprios estudantes da PUC. Por isso, chamamos todos e todas a participarem das eleições deste ano e nos colocamos a disposição para dialogar e discutir nossas idéias com todos.

Coletivo Nadando Contra a Corrente

Contato:

Daniel Luca Dassan da Silva

Explico algumas coisas

Pablo Neruda

Perguntam-me: onde estão os lírios?

E a metafísica coberta de papoulas?

E a chuva que muitas vezes golpeava

suas palavras enchendo-as

de frestas e pássaros?


Vou lhes contar tudo o que me passa..

Eu vivia num bairro

de Madrid, com campanários,

com relógios, com árvores.

Dali se via

o rosto seco de Castela

como um oceano de couro.

Minha casa era chamada

a casa das flores, porque por todas as partes

brotavam gerânios: era uma bela casa

com cachorros e crianças.


Raul, lembra?

Lembra, Rafael?

Frederico, lembra?

Debaixo da terra,

lembram da minha casa com balcões

onde a luz de junho afogava flores em suas bocas?

Irmão, irmão!

Tudo

era burburinho de vozes, o sal das mercadorias

aglomeração de pão palpitante,

mercados de meu bairro de Arguelles com sua estátua

como um tinteiro pálido entre as merluzas:

o azeite chegava em colheres,

uma profunda palpitação

de pés e mãos enchia as ruas,

metros, litros, essência

aguda da vida,

pescados amontoados,

contextura dos tetos com sol frio no qual

a flecha se fatiga,

delirante marfim fino das batatas,

tomates se espalhando até o mar.


E numa manhã tudo estava ardendo,

e numa manhã fogueiras

saiam da terra

devorando seres,

e desde então fogo,

pólvora desde então,

e desde então sangue.

Bandido com aviões e mouros,

bandidos com anéis e duquesas,

bandidos com padres de preto abençoando-os

vinham pelos céus a matar crianças,

e pelas ruas o sangue de crianças

corria simplesmente, como sangue de crianças.

Chacais que os chacais rechaçariam,

pedras que o cardo seco morderia e cuspiria,

víboras que as próprias víboras odiariam!


Frente a vocês vi o sangue

de Espanha levantar-se

para afogá-los em uma só onda

de orgulho e de punhais!


Generais

traidores:

olhem minha casa morta,

olhem a Espanha dilacerada:

porém de cada casa morta sai metal ardendo,

em vez de flores,

porém de cada ferida da Espanha

desperta a Espanha,

porém de cada criança morta levanta-se um fuzil com olhos,

porém de cada crime nascem balas

que acharão um dia o vosso coração.


E me perguntam: por que os seus poemas

não falam dos sonhos, das folhas,

e dos grandes vulcões de seu país natal?


Venham ver o sangue pelas ruas,

venham ver

o sangue pelas ruas,

venham ver o sangue

pelas ruas!